FESTIVAL RADIOCA CONECTA ARTISTAS INDEPENDENTES COM PÚBLICO DIVERSO ATENTO Á NOVIDADES,OFERECENDO AMPLO ESPAÇO PARA TROCA DE EXPERIÊNCIAS CULTURAIS
Na noite de domingo,03/11 por volta das 21h30 com show quente de B. Negão foi encerrada a 8ª edição do festival Radioca que aconteceu no MAM (Museu de Arte Moderna) com palco instalado no Solar do União, lugar clássico dos soteropolitanos e turistas para sentir a baia de todos santos em todas as suas dimensões sensoriais.

Para os Vimpires Weekends a noite estava apenas começando e com a trilha do Radioca soando na cabeça o rolê ficará muito mais estimulante.
E para os que voltaram para casa, tudo bem também, porque o Radioca entendeu que para atrair público de variadas faixas etárias, ter um horário diferenciado, ou seja, começar e terminar cedo é de extrema importância.

Em um sábado de primavera com altas temperaturas de dá inveja a certos verões, às 16h30 a banda FOGO PAGÔ (Feira de Santana -BA)
fez a abertura(ou abre caminhos) da oitava edição do festival Radioca.
Não poderia ter sido de outra forma para começar, com músicas que convidam para a contemplação mais profunda com a natureza.
músicas para dançar com os embalos do vento, sentir a brisa do entardecer, mergulhar nos mares e rios, músicas para desacelerar, refletir sobre a conexão e importância da consciência do ser humano enquanto natureza e provocar reais transformações.
Seu álbum de estreia " Abre Caminhos" encontra-se disponível nos principais streamings de música.
Na sequência foi a vez da banda sergipana CIDADE DORMITÓRIO apresentar seu Indie- rock -psicodélico-brasileiro, com muito barulho, experimentações, distorções e baladas para afugentar todo o mal e brincar com a tristeza que habitam principalmente dentro de cada um de nós.
Destaques para " relacionamentos são sempre complicados"
"Agora meu coração é um lixeiro vazio e escroto","Besa" e o hit do festival "Salvador" parceria com os amigos soteropolitanos da Tango lo Mangos.
Depois do Radioca a banda marca presença em outro importante festival do cenário alternativo brasileiro, Do Sol em Natal/RN.
Para mergulhar e viajar na sonoridade depois do show, é só procurá-los nos Apps
disponíveis de música.
BEBÉ(SP) cantora e compositora, oriunda da música urbana paulistana, que batalha incansável pelo seu lugar ao sol, apesar da pouca idade, já levou seu som para vários cantos do país e outras galáxias, ganha notoriedade por sua belíssima voz atrelada a ritmos eletrônicos, letras sobre afetos e desafetos amorosos dos novos tempos e muita performance ao vivo. sem deixar de mencionar as suas boas companhias, as irradiantes cantoras nos backings vocals: Altiniss e Hanifah e a DJ Lys Ventura fazendo a atmosfera sonora da festa.
O público do Radioca teve a oportunidade de assistir, curtir, dançar experimentar e sentir uma apresentação que aguça todos sentidos carnais e espirituais.
No mês passado, Bebé brilhava no Coala Festival (SP),no sábado (02/11) fez história no Radioca(BA) e próximo dia 10/11 no Rock The Mountain(RJ)
O seu mais recente trabalho, "Salve-se" pode ser conferido nas plataformas digitais de música.
JADSA+GIOVANE CIDREIRA+JOSYARA(BA)
SAUDADES DA DESGRAÇA!!!
Com esse grito de amor á Bahia Giovane Cidreira retorna ao palco do festival Radioca, dessa vez acompanhado das cantoras e compositoras Jadsa e Josyara que também já cantaram no festival individualmente, para um show inédito e exclusivo concebido para o festival.
Com um set list muito poderoso com música das suas carreiras e clássicos da música baiana, passando por Chiclete com Banana, Timbalada, Edson Gomes, Lazzo, Olodum, Gilberto Gil, Doces Bárbaros entre outros.
O palco ora se transformava num ambiente mais intimista nas apresentações individuais, ora parecia um trio elétrico na praça Castro Alves dos anos 80 quando eles se juntavam.
Enquanto a turma se divertia no palco, o público se deliciava e se emocionava com o cancioneiro axé, pop, mpb, rock, convidando as sereias e os seres subterrâneos da baia de todos os santos para o baile.
Pronto, o feitiço foi lançado e o público completamente seduzido por aquele perfume sonoro com fragrâncias de amor, amizade, cumplicidade, resistência e talento que estreavam um show aclamado como histórico no Museu de Arte Moderna, Solar do União, Festival Radioca, Salvador, Bahia
Enquanto não existem registros fonográficos dos três juntos, a discografia das sua respectivas carreiras podem ser encontradas nas plataformas digitais.
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Notório observar grande parte das pessoas que estiveram no dia anterior, também marcando presença no 2⁰ dia do festival, isso reflete o interesse do público em conhecer novos artistas e o empenho da curadoria na pesquisa de talentos emergentes pelo Brasil.
E foi com o performático artista VÍRUS ou Vírus Carinhoso, que se iniciou o 2⁰ dia de festival
Com suas batidas empolgantes(trap, hip Hop, rap) e letras que clamam pela revolução e conscientização e afetos amorosos, o artista usa todas as suas referências em prol de um espetáculo arrebatador, convocando o público a juntar-se a ele na batalha diária pela transformação social.
Seu mais recente álbum "VxRxS" e outros trabalhos sonoros podem ser encontrados nas principais plataformas digitais.
Para cada apresentação, o público retorna de olhos e ouvidos bem abertos e o artista entende essa predisposição e se entrega completamente como se fosse seu único show.
E assim continuou o festival com a potência pop new soul de ANNE CAROL (SE)
Seus versos de resistência negra, entoados com doçura o amargo de uma realidade brutal.
Decide saber da ancestralidade através dos seus avós e não contados nos livros de história.
Muito bem acompanhada de uma super alinhada banda, Anne Carol entrega um show emocionante e radiante.
Ouçam o álbum " SEMBLANTES" com os hits " Cantar no Farol"e "Negra Soul" e outros trabalhos dessa moça nos principais streamings de música.
Toda banda de rock ,seja qual for o seu sub gênero, tocando ao vivo, gosta de incendiar sua plateia e botar todo mundo pra agitar e isso aconteceu na apresentação da SOPHIA CHABLAU E UMA ENORME PERDA DE TEMPO(SP),tocando seus indies rocks irresistívelmentes irreverentes.
Com um público sabendo suas músicas na ponta da língua e no gargarejo a banda se sentiu ainda mais á vontade para ir até final sem deixar a empolgação nem a diversão acabar.
Eles também estarão no Festival do Sol em Natal/RN além de outras cidades na agenda divulgada em suas redes sociais.
O seu segundo e mais recente trabalho "Música do esquecimento" pode ser encontrado nos Apps de música na internet.
E o gran finale ficou mesmo para a atração mais famosa do festival, o quase baiano B.NEGÃO(RJ)
Que levou seu novo show,
Metamorfoses Riddims e Afins nome do seu próximo álbum. Acompanhado do DJ Castro, Gilberto T na guitarra/baixo, Pedro Selector no trompete, Sandro Lustosa na percussão e Paulão King nos vocais, no show B Negão e sua trupe soltaram as novas "Canto da Sereia" e "Injustiça" mas também fez releituras de toda sua carreira, passando pelos Seletores de Frequência até o Planet Hemp e sua parceria com o Baiana System.
Havíamos entrevistado o Dj dos Reis antes da abertura dos portões do 2⁰ dia e na hora do show encontrava-se ainda mais empolgado pra ver a apresentação do B.Negão e deixou esse recado:
"Uma coisa é certa pode colocar o capacete e segurar as pedradas e quem tiver o ouvido sensível não ficar perto do palco porque o som fica bastante alto, eu como DJ sei bem o que é isso, e se prepare pra entrar na roda na hora dos clássicos "Essa é pra tocar no baile" e "Dança do Patinho"."
Discografia disponível nas principais plataformas digitais.
E assim mais uma edição do festival Radioca findou, consolidando a premissa " a música que você ainda vai ouvir", com os curadores ,o público e os artistas a confabular o que virá em 2025.

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